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Posts Tagged ‘Cinema’

Chá de rainha

Muita gente com quem eu comentei não viu e outras tantas não gostaram, mas eu adoro o filme Marie Antoinette, da Sofia Coppola. As músicas modernas demais pra época e o All Star que aparece no filme talvez tenham contribuído para dividir tanto as opiniões. Mas acho que a rainha que ela mostra no filme, interpretada pela Kirsten Dunst, é tão “gente” que me deu vontade de ser amiga dela.

Nesse filme, existe uma cena que me deixou totalmente obcecada:

Que chá é esse, minha gente?!? E eu bebendo aqueles de saquinho…

Passei muito tempo sonhando com esse chá de flor, até que um dia a Aninha do meu trabalho disse que tinha essas flores e me deu uma! Quá-murrí com um mortal triplo invertido carpado!

Ela se chama Fleur d’Orient

Enrolei o quanto pude de tanta dó. Mas aí resolvi fazer o chá de uma vez e aproveitei pra usar minha câmera nova.

Ok, já que insiste…

Yoda (com seu traje militar) também ficou curioso.

Daí eu fiz o chá e não foi exatamente como estava no filme. Me preparei toda pra gravar o grande momento, já estava pensando que trilha ia colocar, mas…

Demorou muito pra começar a acontecer alguma coisa. E quando aconteceu, a flor foi se desfazendo em vez de abrir.

Fué!

Ok, ainda assim é mais lindo que tomar o chá de saquinho, mas aprendi que não posso mais acreditar nos filmes. Já basta minha frustração de não arrumar o quarto como a Mary Poppins!

Pois é, Maria Antonieta. Você deixou o povo na miséria, por isso foram atrás de você em Versalhes catar a sua cabeça!  Se eu soubesse dessa sua farsa do chá também teria ido com uma tocha na mão. Da próxima vez, usa Mate Leão e para de fazer propaganda enganosa, combinado?

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Extremely Wild

Gosto muito de lembrar da minha infância. Não só das coisas boas, ser criança é muito mais que isso. Como tudo na vida ainda é novo, tudo é muito importante. Depois que nós crescemos, muita coisa vira banal. Mas pra criança, não. Tudo é pra sempre, é grande, grave.

Quando brigava com meu irmão, eu pensava que nunca mais ia falar com ele. Imaginava que meus filhos não saberiam que tinham um tio. Era um ressentimento eterno, mesmo que acabasse quando ele me chamava pra ver alguma coisa que ele descobriu no quintal. Também lembro de quando tinha 9 anos e minha prima Joyce era recém nascida. Uma vez, ela caiu do sofá, chorou e eu não fiz nada, fiquei parada. Quando minha avó viu a cena, pegou minha prima no colo me olhando como se eu fosse a pior das criaturas. E foi assim que eu me senti durante horas.

Um dia, estava pensando como era bom comer pão com margarina e, quanto mais margarina colocava, mais gostoso. Pensei então que seria incrível comer margarina pura, enchi uma colher e coloquei na boca. Lembro do gosto até hoje. Às vezes eu ficava deitada na cama prendendo a respiração e tentando pensar em nada para ver como seria morrer. “Será que é assim? Não! Eu pensei, não pode pensar. Droga!” Eu achava muito legal ver meu pai fazendo a barba e fiz uma vez. Eu sentia agonia por não lembrar de quando eu era bebê. Eu não gostava de sentir a respiração da minha mãe no meu rosto enquanto ela me maquiava pra apresentação de balé. Então ela ria e fingia que pegava fôlego pra não respirar enquanto me pintava. Disso eu gostava.

Todas essas lembranças estão muito frescas pra mim, assim como eu lembro do meu aniversário esse ano. A maioria das pessoas se esqueceu de sua infância, e isso é triste.

Felizmente, nem todas. Jonathan Safran Foer, Maurice Sendak e Spike Jonze se lembram exatamente de como é ser criança.

O primeiro é o autor de um livro extremamente incrível.

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

Algumas pessoas têm mania de sublinhar uma frase ou um trecho interessante que se destaca do livro. Se você for assim, esquece disso ou vai rabiscar o livro inteiro.

Os outros dois são, respectivamente, o autor do livro e o diretor do filme Onde Vivem os Monstros. Acho que é a melhor forma de explicar sentimentos e pensamentos complexos demais para um adulto.

Trailer de “Onde Vivem os Montros”

Já leram? Já viram? Vale a pena, mesmo que você já tenha esquecido de tudo. Talvez ajude a parar de dizer “cadê meu beijo?” para as outras crianças. Isso era a pior coisa que a gente podia ouvir aos 5 anos, não lembra?

Priscila Midori Shiota da Silva Xavier Chicota (esse era meu nome quando criança) queria ser bailarina e sereia.

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Le petit plaisirs

Eu adoro o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Novidade! Existe alguém que não gosta de Amélie Poulain?? Eu sempre assisto uma ou duas vezes por ano e a cada vez descubro um novo detalhe e coisinhas discretas e fantásticas que nunca tinha reparado.

Uma das coisas que mais gosto nesse filme é a forma como o narrador apresenta os personagens, pelas coisas que eles gostam e não gostam (“Il/Elle aime… Il/Elle n’aime pas…”), sempre com pequenos prazeres e desprazeres. Acho que se as pessoas se conhecessem assim, teríamos uma relação mais próxima com os outros e menos conversas de elevador. Resolvi então listar algumas coisas que eu gosto e não gosto. Apesar dos meus 4 ou 5 leitores serem meus amigos, é sempre diferente se apresentar de uma forma mais íntima.

Priscila Midori gosta:

  • de entrar no box do banheiro ainda molhado, indicando que outra pessoa passou por ali e ela não está sozinha;
  • do bafo do Yoda (meu Yorkshire);
  • de meias coloridas;
  • de dias de sol com friozinho;
  • de tomar café da manhã de pijama;
  • de acabar, numa única garfada, com o último pedacinho de carne do prato junto com o último montinho de arroz e feijão;
  • de esmagar as bolinhas do Toddy com as costas da colher no canto da caneca;
  • quando reparam que ela é canhota;
  • de loja de lustres;
  • do cheiro dos panos de prato da sua avó.

Priscila Midori não gosta:

  • de aperto de mão frouxo;
  • de feijão por baixo do arroz;
  • da mensagem do Google “você quis dizer…”;
  • quando o comecinho do papel higiênico vem muito grudado e saem várias camadas;
  • de pessoas engravatadas dizendo frases de efeito;
  • de quem passeia com cachorro na rua e não para pra ele fazer xixi;
  • do Power Point e todos os seus efeitos;
  • de pessoas que escrevem tudo em caixa alta;
  • de banda cover;
  • de chorar em filmes bobos, tipo comédia com Steve Martin.

Você já fez isso?!

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