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Posts Tagged ‘Pessoal’

Balanço de 2011

Eu tinha feito promessas para 2011 neste maldito post aqui, e como já está registrado, online e tudo, não dá pra fingir que isso nunca aconteceu. Ok, então vamos encarar os fatos:

  • correr 3 vezes por semana – ahã, Claudia!
  • passear mais vezes com Yoda – fiz até o meio do ano, vale?
  • não me importar com problemas que não são meus – hmm, é…
  • aprender samba de gafieira – só uns passinhos, pode ser?
  • depositar dinheiro todo mês na poupança – Hahahahaha!!
  • escrever com mais frequência no blog – HUAHUAHUAHUA!!

E querem saber? Não me sinto nem um pouco mal. Em vez disso tudo, larguei meu emprego, fiz as malas, dei as mãos pro Victor e fomos felizes rodar a América Latina fazendo o que a gente acredita. Conheci o Uruguai, Argentina, Chile, Cuba e México (até agora!!). Fiz amigos, aumentei minha família e me tornei uma pessoa que ainda não tenho ideia de como é.

Então, o meu desejo para 2012 é que vocês se decepcionem com as promessas que fizeram para este ano e se surpreendam com o que vier!

 

Se bem que correr 3 vezes por semana ia ajudar a subir esses degraus. :P

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Amigos com DDD

Meus amigos de infância e adolescência moram longe de mim. Ainda tenho contato com os mais próximos, os que são pra vida toda. E quando volto a ter esse contato, vejo como eu estou diferente agora.

Não que eu tenha mudado completamente, é algo mais parecido com cascas ou as camadas da cebola que o Shrek tanto queria explicar pro Donkey no primeiro filme. Com o tempo, eu – talvez nós – fui criando algumas cascas em volta: estudante da faculdade X, que estagiou e trabalhou nas agências A, B e C, moradora do bairro Z, fez pós na faculdade ∂, viajou no carnaval para a cidade ß e por aí vai. Cada escolha que eu faço (você também?) me influencia e faz com que eu acrescente mais um rótulo ou característica.

Chego a pensar que mudei, até que um desses amigos me liga ou me encontra. É aí que vejo que eu continuo lá dentro, do mesmo jeito. É quando eu não preciso dar satisfação do meu trabalho, das minhas metas, do próximo curso que vou fazer, da multa que eu não paguei, se eu vou pra algum lugar de causar inveja no Reveillon… Os amigos da minha infância e adolescência me conhecem antes disso tudo, quando eu não precisava de nenhuma definição e era só eu mesma.

Quem mora no mesmo lugar que cresceu talvez não tenha essa sensação porque o tempo todo está com essas pessoas que o conhecem a vida toda. Mas pra mim, que tenho que usar o DDD ou o avião pra isso, esse encontro com eles – e comigo mesma – é um evento.

Às vezes eles ficam meses sem me ligar ou eu sem ligar pra eles. Quantas vezes eu já esqueci dos seus aniversários e eles dos meus! Isso já virou motivo de piada porque temos a certeza de que nada disso interfere na nossa intimidade.

Eu posso até escrever tudo isso sem citar um único nome, que eles vão saber exatamente quem são.

(sem fotos dessa vez)

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Eu cresci com muitos bichos de estimação. Já tive cachorro, papagaio, peixe, coelho, tartaruga, hamster… E só (calma, Ibama). Mas na verdade nunca eram meus, mas do meu irmão, do meu pai ou “da casa”. Só muito depois fui ter um cachorro. Muito depois mesmo, porque foi só agora.

Pequeno Jedi com poucos meses e 300 gramas.

Mas pra compensar, é o mais lindo desta e de outra galáxia muito distante. O Yoda é quem me deixa preocupada com a hora de voltar pra casa porque sei que à noite ele fica deitado olhando pra porta esperando eu chegar. É quem faz um olhar de decepção quando passo perfume, porque ele sabe que vou sair. É um bolinho de pelo de 2,5kg que vive grudado nas pessoas da família e tão gente que eu não tenho a menor vergonha de conversar com ele enquanto passeamos na rua. É um medroso que não gosta de cachorros nem de tomar banho, mas adora usar roupa e beber água de coco e só faz malcriação quando está chateado.

De gola polo

Sabe até o caminho da barraca do Roberto

Eu sei que qualquer pessoa teria outras mil histórias pra contar sobre as particularidades que fazem do seu cachorro tão especial. Sei que todo bichinho é incrível e faz coisas que só os donos acreditam. Mas essa é a minha vez.

Eu, Yoda e nossa Supersampler

Depois que ele chegou na minha casa, ficou mais agradável “fazer nada”. Ele me ensinou a arrumar a cama só pra deixar ele subir enquanto estou fora e me faz ter mais cuidado por onde ando e com as coisas que caem no chão. Ele me mostrou que a gente se entende muito melhor no silêncio e que as palavras só atrapalham nossa comunicação.

Mesmo assim, quando ele fica muito tempo fora de casa como agora (está na casa dos meus pais), eu sinto tanta saudade que chego a desejar que ele pudesse me ligar de vez em quando.

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Educação musical

Nós aprendemos muita coisa com os nossos pais, óbvio. Comer legumes, dizer “por favor”, não falar palavrão (em casa), cruzar as pernas como uma mocinha e que não importa quem está errado, os dois estão de castigo são algumas delas. Mas uma coisa muito marcante foi a educação musical que meu pai passou pra mim.

Entre Balão Mágico, Trem da Alegria e todos os discos da Xuxa, ouvi muito Toquinho, Vinícius e Alan Parson. O meu “ilariê” intercalava com Marina, de Caymmi, e eu sabia o Soneto da Fidelidade de trás para frente. Na época, eu nem dava importância para nada disso e simplesmente achava divertido cantar “samba de pretu tu” muito antes dos Black Eyed Peas.

Eu cresci entre Ladário e Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e todo fim de ano viajávamos de carro até o Rio de Janeiro. Com 2000km de distância, haja música na belina azul! O que eu mais ouvia era esse álbum:

Greatest Hits de quando eu tinha 6 anos

Entre os internacionais, muito The Beatles, Joe Cocker, Phil Collins, Australian Crawl e por aí vai.

Muitas vezes eu me pego em qualquer lugar dizendo “eu conheço essa música” mesmo sem saber de quem é, só sei que “meu pai ouvia”. Com certeza isso me influencia até hoje, inclusive na minha repulsa por músicas constituídas apenas por vogais (vocês sabem quais são) e na seleção de músicas que ouço em casa (porque fora de casa a gente se permite perder um pouco o critério, né).

E como nunca é tarde para agradecer, este meu post é um longo “obrigada” pelo set list que ouvíamos pela estrada e nas manhãs de domingo, quando meu pai ligava o som, abria as janelas e a porta da sala na casa onde morávamos para dar banho na Honda, nossa pastora alemã. Sem esquecer, claro, dos churrascos nos fins de semana que podiam até variar de lugar entre o clube, nossa casa, casa do tio Carlão, do tio Paulo e tia Jussara, mas que sempre acabavam em roda de violão, palmas e caixinha de fósforo. No meio do pique-esconde ou da prova de quem mergulhava por mais tempo, eu fugia pra ficar ao lado do meu pai enquanto ele batia o garfo na garrafa de cerveja cantando mais ou menos assim:

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Então é Natal…

Dividir o tempo em anos é uma ótima convenção da humanidade. É o limite para a gente chegar a uma exaustão ainda saudável e ter alguma sensação de que podemos recomeçar de uma forma melhor.

Nessa época, os otimistas estão ansiosos e os pessimistas aliviados. É um sentimento bom que nos torna mais tolerante até com aquele parente que veio de Varzelândia e trouxe de presente uma bela camiseta tie-dye. Alguns chamam isso de Espírito Natalino, mas eu, que ando mais cética do que gostaria, acredito que seja uma combinação de desgaste,  esperança, carência, falsidade e “ueba, festa!”

Sempre me senti um pouco frustrada porque meu Natal nunca foi como o da propaganda da Sadia, mas com o tempo comecei a achar graça da bagunça pela casa, ouvir minha avó expulsando todo mundo da cozinha, de reclamar da TV ligada na novela e da fila para tomar banho.

Mas independente de religião, todos fazemos promessas no fim do ano. Pode até ser hipocrisia, mas é importante manter essa expectativa de melhora para não enlouquecer ou se conformar demais. Por isso, resolvi deixar aqui a minha lista para 2011:

  • correr 3 vezes por semana
  • passear mais vezes com Yoda
  • não me importar com problemas que não são meus
  • aprender samba de gafieira
  • depositar dinheiro todo mês na poupança
  • escrever com mais frequência no blog

Acho que mais do que isso já não consigo cumprir.

Assistindo a Missa do Galo, com ódio do presente do amigo oculto, se entupindo de rabanada ou sozinho esperando dar a hora de ir pra Matriz, desejo que todos tenham um Natal feliz do seu jeito.

Do blogheydog.blogspot.com

Falando nisso… Alguma boa pro Reveillon?

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Do fundo do armário

Desde pequena, eu sempre odiei arrumar o meu quarto. Minha mãe diz que eu tinha febre de 39° quando eu era obrigada a organizar os meus brinquedos.

Mas o bom de arrumar o armário de vez em quando é que de repente você encontra um filme abandonado e revela fotos com estas:

SuperSampler + filme colorido asa 100 + dia lindo

É, às vezes compensa!

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Extremely Wild

Gosto muito de lembrar da minha infância. Não só das coisas boas, ser criança é muito mais que isso. Como tudo na vida ainda é novo, tudo é muito importante. Depois que nós crescemos, muita coisa vira banal. Mas pra criança, não. Tudo é pra sempre, é grande, grave.

Quando brigava com meu irmão, eu pensava que nunca mais ia falar com ele. Imaginava que meus filhos não saberiam que tinham um tio. Era um ressentimento eterno, mesmo que acabasse quando ele me chamava pra ver alguma coisa que ele descobriu no quintal. Também lembro de quando tinha 9 anos e minha prima Joyce era recém nascida. Uma vez, ela caiu do sofá, chorou e eu não fiz nada, fiquei parada. Quando minha avó viu a cena, pegou minha prima no colo me olhando como se eu fosse a pior das criaturas. E foi assim que eu me senti durante horas.

Um dia, estava pensando como era bom comer pão com margarina e, quanto mais margarina colocava, mais gostoso. Pensei então que seria incrível comer margarina pura, enchi uma colher e coloquei na boca. Lembro do gosto até hoje. Às vezes eu ficava deitada na cama prendendo a respiração e tentando pensar em nada para ver como seria morrer. “Será que é assim? Não! Eu pensei, não pode pensar. Droga!” Eu achava muito legal ver meu pai fazendo a barba e fiz uma vez. Eu sentia agonia por não lembrar de quando eu era bebê. Eu não gostava de sentir a respiração da minha mãe no meu rosto enquanto ela me maquiava pra apresentação de balé. Então ela ria e fingia que pegava fôlego pra não respirar enquanto me pintava. Disso eu gostava.

Todas essas lembranças estão muito frescas pra mim, assim como eu lembro do meu aniversário esse ano. A maioria das pessoas se esqueceu de sua infância, e isso é triste.

Felizmente, nem todas. Jonathan Safran Foer, Maurice Sendak e Spike Jonze se lembram exatamente de como é ser criança.

O primeiro é o autor de um livro extremamente incrível.

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

Algumas pessoas têm mania de sublinhar uma frase ou um trecho interessante que se destaca do livro. Se você for assim, esquece disso ou vai rabiscar o livro inteiro.

Os outros dois são, respectivamente, o autor do livro e o diretor do filme Onde Vivem os Monstros. Acho que é a melhor forma de explicar sentimentos e pensamentos complexos demais para um adulto.

Trailer de “Onde Vivem os Montros”

Já leram? Já viram? Vale a pena, mesmo que você já tenha esquecido de tudo. Talvez ajude a parar de dizer “cadê meu beijo?” para as outras crianças. Isso era a pior coisa que a gente podia ouvir aos 5 anos, não lembra?

Priscila Midori Shiota da Silva Xavier Chicota (esse era meu nome quando criança) queria ser bailarina e sereia.

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